terça-feira, 29 de março de 2016

O salmão é a principal razão por que não me torno vegetariana

 
Não consigo perceber como é que os vegetarianos vivem sem salmão.
Foi desde sempre o meu peixe preferido mas a própria forma como gosto do salmão foi mudando ao longo do tempo. Curioso como um único peixe dá para fazer tanta coisa diferente!

Quando era pequena, adorava salmão grelhado com batatinhas. Ficava sempre feliz quando o peixe cor-de-rosa vinha para a mesa. Depois, chegou a fase do sushi. Ao ínicio ainda continuava a gostar do meu salmãozinho grelhado mas às tantas comecei a pedir para não mo cozinharem completamente. Agora, só gosto dele é cru, fumado ou muito pouco cozinhado. Ou ceviche, claro, a minha última grande descoberta.

Já pensei várias vezes em ser vegetariana. Primeiro, porque adoro comida vegetariana no geral e vegetais e fruta em particular. Segundo, porque de cada vez que vejo, ouço ou leio a forma como se criam e matam animais para o nosso consumo me deixa enojada (e as coitadas das lampreias?). Terceiro, porque não gosto especialmente de carne e não seria um mal muito grande para mim deixar de a comer.

Já vegan acho que não conseguiria ser. Do leite não sentiria falta nenhuma, que também já estou habituada há bastante tempo a beber leite de arroz (que em termos de sabor é óptimo), mas iogurtes e queijo são das coisas que mais me iria custar a abdicar. E ovos... tanta coisa se faz com ovos!

Uma das razões (não a única) por que ainda não me tornei vegetariana, apesar de ter muitos dias vegetarianos, é o salmão. Ainda tenho um longo caminho a percorrer para conseguir pôr de lado este peixe maravilhoso (assim como o atum, ou como um lúcio perca bem grelhadinho..).

segunda-feira, 28 de março de 2016

Talvez três

(infelizmente já não)
 
Com a páscoa aproveitei para não fazer nada (como quem diz, porque pus as revistas quase todas em dia [tenho muitas, sim]) e para comer demasiado do que não devia. O meu problema nem são as amêndoas, que não lhes toco, mas os chocolatinhos, os bolinhos, o borreguinho que até dispenso mas que tenho que comer para não fazer a desfeita a ninguém...

Foi uma boa desculpa para parar a tese por três dias, mas agora tenho que lhe dar em força novamente. Dicas para não perder a cabeça, por favor? Estou ainda no ínicio mas já me estou a fartar um bocadinho do que sempre me disseram ser o maior quebra miolos da era da faculdade. Enfim, há que aguentar e fazer o melhor possível.

Acima disso, há que deixar os intervalos de tenho mesmo que ir arrumar aquele armário, que está assim há um ano. É a tal altura do ano: limpezas de primavera. Sou uma freak das arrumações (quando eu tiver a minha casinha!...) e, como tal, não consigo resistir. Não sendo uma prioridade (mais um passatempo divertido), vou fazendo aos poucos. Hoje foram as duas gavetas de cima do meu armário. Amanhã, o que esperar...

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ainda no plano A

(A mensagem que preciso de me fazer chegar)
 
Ainda agora entrei em férias (não sei se o que lhe chamar, talvez desemprego ou a trabalhar para a tese?) e já estou numa corrida incessante para arranjar emprego (mas, por outro lado, não quero para já!).

Realmente acredito piamente no desespero dos homens para tentarem compeender mulheres como eu: sou tão indecisa que até meto dó. Se a verdade é que uma das razões pela qual desisti do meu trabalho foi para ter tempo para fazer a tese descansada, então porque não posso pura e simplesmente parar para a fazer? A resposta é simples: porque sou imensamente stressada e tenho sempre o medo do falhanço por detrás de mim.

Desta forma, dou por mim a fazer coisas que considero absurdas: a enviar emails, telefonar e parecer quase desesperada para que me chamem para os processos de recrutamento em aberto. Não posso, não é essa a imagem que quero passar. Por outro lado, para as empresas que realmente me chamam (queremos sempre tudo o que não temos, não é?) vou sem qualquer motivação e a pensar porque é que as que realmente queria ainda não me telefonaram. Não dou sequer hipótese. Para vos dar um exemplo, uma dessas entrevistas a que fui terminou com "Se depois quiser desistir, por favor envie-me só um email, para conhecimento." Devo ter mostrado um ar tão interessado...

sábado, 5 de março de 2016

Este ano afigura-se muito especial

 
Não faço grandes viagens há anos. Com a crise, a faculdade (a minha e a do meu irmão), a minha família deixou simplesmente de viajar, apesar de ser uma coisa que todos adoramos. Até ao Algarve deixámos de ir!

Este ano está a superar expectativas no que toca a viagens. Já tinha marcado uma aos Açores em Abril, com o meu namorado. Entretanto, marquei com a família uns diazinhos no Algarve, que já estávamos com saudades. Neste momento, ando ainda a planear com amigas uma viagem de uma semana à Irlanda.

Portanto, ando entusiasmada. Talvez este blogue comece a ter realmente postais de sítios giros.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Dois dias não chegam

 
Penso que não seja a única, mas a partir de cerca das 5/6 horas da tarde de domingo entro na síndrome do final do fim-de-semana e na minha cabeça só se ouve "Amanhã é segunda-feira, amanhã é segunda-feira". E quando a minha avó, ao final de sábado (sábado!) me vem com a conversa que o fim-de-semana está quase acabado? Deprime imediatamente uma pessoa!

Ao almoço estávamos a falar disso mesmo, de viver no futuro. Comentámos que na próxima semana o tempo já melhorava. Finalmente, que o frio já chegava. Respondi que ainda estávamos em Fevereiro. Sei que é chato, mas é normal estar frio em Fevereiro, ao que o meu pai responde que já era considerado Março. A mesma coisa quando se pergunta a idade a certas pessoas. "Vou fazer X", em vez de "Tenho Y", apesar de isto ser mais comum para os mais novos, já reparei.

No meu caso, pensar que amanhã é segunda é altamente destrutivo para o resto do meu domingo, mas não consigo controlar. Sei que há muitas coisas em que faz falta olhar para a frente, mas no fim-de-semana, gostava de só pensar realmente no fim-de-semana: estar completamente relaxada e pensar que ainda tenho muito tempo de descanso pela frente. E para o aproveitar ao máximo dos máximos, fico sempre acordada até tarde ao domingo. Depois, claro, o corpo (e cabeça) ressente-se na segunda-feira. Truques por aí?

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Trade-offs

 
Sim, o blogue é um passatempo. É uma forma de expressar o que me apetece sem ter que me justificar muito pelo assunto. Faz-me bem, porque adoro escrever.

Mas...
(porque é que praticamente tudo tem que ter um mas?)
...não consigo ser dedicada ao blogue de uma forma diária e, por vezes, nem semanal. É uma coisa que ocupa tempo porque, pelo menos no meu caso, quando venho ao blogue não é apenas para escrever. Gosto de deixar tudo minimamente bonito e ainda aproveito para ler os blogues que sigo e, inclusive, para comentar alguns. Sim, leva tempo, e é tempo que não emprego noutras coisas que gosto de fazer. Não vos vou dizer há quantas semanas (meses!) não leio um livro, que até tenho vergonha. Tenho revistas (nas alturas em que me é impossível ler livros, tenho as revistas femininas, Activas e Women's Health desta vida, para me consolar) em monte à espera de serem lidas. A minha lista de filmes e séries para ver continua a subir em flecha, a tese continua a ter que se fazer, e continuo, felizmente, a ter amigos e família para conviver.

Por mais que goste de escrever e ler os blogues que sigo, sei que é tempo que estou a desperdiçar noutras coisas que são importantes para mim e, quanto mais não seja, para descansar, que também é preciso. Sinto que não é tempo de qualidade, porque não deixa de ser tempo a olhar para um ecrã, a gastar os olhos e a atrasar a minha ida para a cama.

Não quero com isto dizer que vou deixar o blogue. Ainda agora o comecei! É mais uma nota para mim mesma que tenho que deixar de me propor objectivos irrealistas de escrever e comentar regularmente. Continuarei a fazê-lo, sim, mas menos frequentemente. E isto sim, é um objectivo que quero atingir daqui para a frente: passar menos tempo ao computador. Pode ter muita coisa boa, que tem, mas é um custo-benefício que cada um tem que analisar como é melhor para si. Para mim, tem definitivamente muito de custo e, por isso, há que reduzir.